Formação Litúrgica na Paróquia São Vicente Pai dos Pobres- 08.08.2015 (Módulo 2)



 

ORIENTAÇÕES E SENTIDO DOS CANTOS NA MISSA

 

CANTO DE ENTRADA:

Objetivo:   Unir toda a Assembléia no mesmo sentimento e introduzi-la no que será celebrado naquela ocasião de acordo com a liturgia proposta pelo calendário litúrgico. Esse canto acompanha a procissão de entrada até que o presidente esteja pronto para a saudação inicial.

Dicas:         Procurar com que o canto esteja de acordo com o Tempo Litúrgico (Comum, Pascal, Quaresma, Natal ou Advento) e demonstre isso em sua letra e melodia.

Exemplos: Em dias de festas ou solenidades dos padroeiros, usar hinos (se houver); em dias de mártires, usar cantos que falem de seguimento, entrega, etc.; Páscoa, cantos alegres, festivos, jubilosos; Quaresma, cantos que falem de conversão, penitência.

 

ATO PENITENCIAL:

         O Ato Penitencial não é um simples canto, mas sim um rito, portanto, precisa-se ser
bastante criterioso em sua escolha. Deve-se dar preferência àqueles cantos que tenham em sua letra a expressão “Senhor, tende piedade de nós; Cristo, tende piedade de nós; Senhor, tende piedade de nós” (Kyrie eleison; Christe eleison; Kyrie eleison), pois trata-se de uma das partes fixas que compõe esse rito.

O Ato Penitencial é composto de: Monição (contrição); Absolvição e o Kyrie.

Objetivo:   Evocar a misericórdia do Senhor (e reconhece-la também expressando isso através do louvor, por isso, o Kyrie não é somente pedido de perdão, mas também louvor à misericórdia).

Dicas:         Sempre selecionar cantos que, se não expressam literalmente “Senhor, tende piedade (...)”, pelo menos demonstrem essa intenção. Dê-se preferência à melodias e ritmos mais recolhidos (sem cair em sentimento de culpismo exacerbado). Trata-se de um momento de conversão.

 

GLÓRIA:

Objetivo:   É também um rito, e é um hino de louvor e glorificação, pela Salvação trazida por Cristo. Não é um hino trinitário (referido à Trindade), mas cristológico (o centro é Cristo). Quer dar a Boa nova do anjo: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados”.

Dicas:         Procurar cantos que contenham a expressão bíblica do anjo e, onde não se pôde ainda utilizar o rito do Glória, procure-se, pelo menos, cantos de glorificação que se aproximem da letra original ou, em último caso (e não é litúrgico), canto de glorificação da Trindade. Segue a letra do rito do Glória:

Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por Ele amados.
Senhor Deus, Rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso: nós vos louvamos,
nós bendizemos, nós vos adoramos, nós vos glorificamos, nós vos damos graças
por vossa imensa glória; Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai: Vós que tirais o pecado do mundo,
tende piedade de nós, vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica,
vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só vós sois o santo,
só vós o Senhor, só vós o Altíssimo Jesus Cristo, com o Espírito Santo na
glória de Deus Pai. Amém.

 

 

 

SALMO RESPONSORIAL:

Objetivo:   O Salmo é parte integrante da Liturgia da Palavra e constitui-se na resposta de nós, homens, assembléia ouvinte, à Palavra da leitura anterior, por isso, os salmos estão sempre ligados ao sentido teológico da leitura proclamada. Não se deve, portanto, substituir o salmo por qualquer canto meditativo, mas sim por um canto que corresponda ao salmo do dia. É resposta a Palavra de Deus e é Palavra de Deus.

Dicas:         Se não cantar o salmo e sim substituí-lo por um canto, que se tome um canto com o mesmo sentido teológico do salmo substituído. Existem formas de se cantar os salmos de maneira simples e digna enquanto Palavra de Deus, basta criar melodias recitativas que podem ser aplicadas em todos os salmos.

 

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO:

Objetivo:    “Aclamar” significa aplaudir, reconhecer solenemente; saudar caloro-samente algo; neste caso, o Evangelho, a Palavra viva do próprio Cristo. A palavra Aleluia é de origem judaica e significa Hallelu-Jah: “Todo louvor a Javé”.

Dicas:         Deve ser um canto alegre, de júbilo, de expectativa e que contenha preferencialmente, a palavra “Aleluia” (a exceção do Tempo da Quaresma, onde não se canta Aleluia). Como a aclamação é acompanhada de um versículo que se refere ao Evangelho, deve-se procurar cantá-lo ou procurar cantos com sentido parecido ao Evangelho que será proclamado.

 

CANTO DAS OFERENDAS:

Objetivo:   Este canto apenas acompanha a preparação e a apresentação das oferendas do pão e do vinho, e acompanhar a procissão das ofertas, se houver. Não convém chamar de canto de ofertório, porque o verdadeiro ofertório da missa é Cristo que se oferece por nós ao Pai (que acontece durante toda a ação litúrgica, de modo particular na doxologia). O real sentido deste canto é motivar gratidão, generosidade, partilha e gratuidade em nós e entre nós.

Dicas:         Utilizar cantos que falem de pão e vinho, trabalho, partilha, generosidade, gratidão; que falem da vida do povo, no sentido de apresentar aquilo que somos e reconhecermos a bondade de Deus, pois trazemos a Ele os dons que dele próprio recebemos e a Ele devolvemos.

 

SANTO:

Objetivo:   É o louvor da Igreja unida a todo o coro celeste, dos anjos e dos santos para aclamar, no mesmo sentimento, a salvação trazida por Cristo.

Dicas:         O texto do Santo é de origem bíblica, dividido em duas partes: “Santo, santo, santo, Senhor Deus do Universo, o céu e a terra proclamam a vossa glória...” (Is 6, 3) e é utilizado na liturgia desde o século V; a segunda parte “Bendito o que vem em nome do Senhor” expressa a aclamação ao Messias Salvador (cf. Sl 118 (117), 26 e Mt 21, 9). Portanto, para um adequado momento do Santo, deveria se utilizar cantos que contenham as exatas palavras (ou que pelo menos façam a referencia ao Santo - I parte - e ao Bendito - II parte - e ao “hosana”).

 

CANTO DE COMUNHÃO:

Objetivo:   Quer expressar a união espiritual, a alegria e ao aspecto comunitário dos fiéis ao encontro do Pão da Vida. Não é um momento de adoração, mas um momento de encontro místico com Cristo e com os irmãos.

Dicas:         Escolher cantos que possam, preferencialmente, ligar-se em sentido com o Evangelho para se unir o Pão da Palavra com o Pão da Vida.

 

OS 50 ERROS DA
EQUIPE DE LITURGIA
E CELEBRAÇÃO

 

1-       Deixar tudo para a última hora

2-       Não ensaiar as leituras com antecedência

3-       Ler tudo do folheto

4-       Rezar sem convicção

5-       Improvisar ao máximo

6-       Ler por ler

7-       Quebrar o ritmo da celebração

8-       Fazer tudo de modo maquinal

9-       Celebrar apenas para cumprir a obrigação

10-   Tirar todo o mistério

11-   Reduzir a celebração a uma solenidade

12-   Reduzir a celebração a uma cerimônia religiosa

13-   Fazer bastante barulho antes da celebração

14-   Os músicos formarem um grupinho à parte

15-   Escolher músicas que o povo não conhece

16-   O coral cantar todas as canções

17-   Volume dos instrumentos acima das vozes

18-   Tossir ao microfone

19-   Usar trajes que chamem muito a atenção

20-   Permitir que aconteça microfonia

21-   Afinar instrumentos cinco minutos antes da missa

22-   Escolher os cantos durante a missa

23-   Todos mexerem no aparelho de som

24-   Ler bem rápido

25-   Evitar os momentos de silêncio

26-   Nunca explicar os sinais, gestos e palavras

27-   Fazer comentários muito demorados

28-   Não pronunciar as últimas sílabas

29-   Fazer os gestos de qualquer jeito

30-   Quando o povo está de pé, prolongar demais a celebração

31-   Cantar tudo o que for possível

32-   Cochichar no altar

33-   Não dizer ao padre que o “santo” será cantado

34-   Ensaiar dez músicas novas antes da missa

35-   Fazer do casamento apenas um ato social

36-   Colocar letras religiosas em músicas populares

37-   Gritar ao microfone para incentivar o povo a cantar

38-   Repetir várias vezes o mesmo aviso

39-   Usar as preces dos fiéis para dar “lições de moral”

40-   Não se preocupar com a preparação do ambiente

41-   Colocar cantos novos a cada celebração

42-   Não ler o Evangelho antes da missa

43-   Não gastar tempo para ler mais sobre liturgia

44-   Ignorar a realidade da assembléia

45-   Não organizar a pastoral litúrgica da paróquia

46-   Se o padre não pode vir, não acontece celebração

47-   Condenar todo tipo de expressão corporal

48-   Uma pessoa monopolizar todos os ministérios

49-   Ser sempre contrário à opinião do padre

50-   Repetir a cada dia: na liturgia, de qualquer jeito está bom.

 

Padre Joãozinho, SCJ

“Curso de Liturgia”, Loyola

 

Sacrosanctum concilium

5. Deus, que ‘quer salvar e fazer chegar ao conhecimento da verdade todos os homens’ (1 Tm 2,4), ‘havendo outrora falado muitas vezes e de muitos modos aos pais pelos profetas’ (Hb 1,1), quando veio a plenitude dos tempos, enviou seu Filho, Verbo feito carne, ungido pelo Espírito Santo, para evangelizar os pobres, curar os contritos de coração, como ‘médico corporal e espiritual’, Mediador entre Deus e os homens. Sua humanidade, na unidade da pessoa do Verbo, foi o instrumento de nossa salvação. Pelo que, em Cristo, ‘ocorreu a perfeita satisfação de nossa reconciliação e nos foi comunicada a plenitude do culto divino’.

Esta obra da Redenção humana e da perfeita glorificação de Deus, da qual foram prelúdio as maravilhas divinas operadas no povo do Antigo Testamento, completou-a Cristo Senhor, principalmente pelo mistério pascal de Sua sagrada Paixão, Ressurreição dos mortos e gloriosa Ascensão. Por este mistério, Cristo, morrendo, destruiu a nossa morte e ressuscitando, recuperou nossa vida. Pois do lado de Cristo, dormindo na Cruz nasceu o admirável sacramento de toda a Igreja.

7. Para levar a efeito obra tão importante Cristo está sempre presente em Sua Igreja, sobretudo nas ações litúrgicas. Presente está no sacrifício da Missa, tanto na pessoa do ministro, ‘pois aquele que agora oferece pelo ministério dos sacerdotes é o mesmo que outrora se ofereceu na Cruz’, quanto sobretudo sob as espécies eucarísticas. Presente está pela Sua força nos sacramentos, de tal forma que quando alguém batiza, é Cristo mesmo quem batiza. Presente está pela Sua palavra, pois é Ele mesmo que fala quando se lêem as Sagradas Escrituras na igreja. Está finalmente presente quando a Igreja ora e salmodia, Ele que prometeu: ‘onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, aí estarei no meio deles’ (Mt 18, 20).

Realmente, em tão grandiosa obra, pela qual Deus é perfeitamente glorificado e os homens são santificados, Cristo sempre associa a Si a Igreja, Sua Esposa diletíssima, que invoca seu Senhor e por Ele presta culto ao eterno Pai.

Com razão, pois, a Liturgia é tida como o exercício do múnus sacerdotal de Jesus Cristo, no qual, mediante sinais sensíveis é significada e, de modo peculiar a cada sinal, realizada a santificação do homem; e é exercido o culto público integral pelo Corpo Místico de Cristo, Cabeça e membros.

Disto se segue que toda a celebração litúrgica, como obra de Cristo sacerdote, e de Seu Corpo que é a Igreja, é uma ação sagrada por excelência, cuja eficácia, no mesmo título e grau, não é igualada por nenhuma outra ação da Igreja.

n. 9  A Sagrada Liturgia não esgota toda a ação da Igreja. Pois, antes que os homens possam achegar-se da Liturgia, faz-se mister que sejam chamados à fé e à conversão:  “como invocarão aqueles que não creem? E como crerão sem terem ouvido falar Dele? E como ouvirão se ninguém lhes pregar? E como se pregará se ninguém for enviado?” (Rm 10, 14s).

 

 

 
   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
   

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